Consulta Popular 2012/1013

Lotamos a  Câmara de Vereadores, na última sexta-feira (25), para fazer propostas no orçamento estadual para 2013.  Na Assembleia Regional da Participação Popular e Cidadã (Consulta Popular) foi apresentado sete demandas municipais.

A mobilização da população foi muito importante pois, a cada 30 presentes, Esteio teve direito a escolher um delegado para representar e defender os interesses da cidade na assembleia regional. Com o total de 394 participantes, Esteio terá 13 delegados na assembleia regional.

No dia 4 de julho, será realizada a votação das prioridades em todo o Rio Grande do Sul, por voto presencial ou via Internet. Cada cidadão poderá escolher até quatro temas que considere importante entrar no orçamento do ano que vem. Em 2011, 4.962 esteienses participaram da escolha, conquistando cerca de R$ 1 milhão em investimentos estaduais para o Município. A meta de Esteio é conseguir 10 mil votos este ano.

 

Confira as 7 demandas municipais escolhidas pel@s esteienses

1 – Saúde: Reforma Posto 3 do São Camilo 2 – Segurança: Brigada Militar – Aquisição de cinco novas motos 3 – Segurança: Bombeiros – Aquisição de veículos para combate a incêndio e resgate 4 – Educação: EEEM Bernardo Vieira – Laboratório Multifuncional e EEEM Augusto Meyer – Laboratório de Matemática financeira e estatística 5 – Cidadania:  politicas para as mulheres,Promoção de capacitação profissional para o mundo do trabalho 6 – Cidadania: Municipalização do Procon 7 – Esporte: Realizar competições e eventos de inclusão social Demanda regional: Desenvolvimento econômico

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Núcleo de Esteio participa Pate Papo Feminismo na Rio +20

Relato bate-papo Feminismo na Rio+20: Mulheres em luta contra o Capitalismo Verde

Bate-Papo Feminismo na Rio+20: Mulheres em luta contra o Capitalismo Verde
A atividade tratou de contextualizar o que é a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 – para tanto problematizando seus objetivos e temáticas em discussão: 1) Economia Verde no contexto da erradicação da pobreza; 2) Estrutura de governança para o desenvolvimento sustentável no âmbito das Nações Unidas.
Foram apresentados os principais pontos do documento de Contribuição Brasileira `a Conferência Rio+20, mas destacando o ponto “O empoderamento das mulheres”, no qual afirma: Gênero e empoderamento das mulheres
“•  Relatório da ONU demonstra que a persistênciadas desigualdades entre gêneros é o maior entrave ao desenvolvimento humano nos países. Essa desigualdade, segundo a ONU, chega a provocar perdas de até 85% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e apresenta diferenças entre o meio rural e urbano.
•  As mulheres desempenham, entretanto, papel central para o êxito das políticas de desenvolvimento sustentável, especialmente na promoção de padrões de produção e consumo sustentáveis. Responsáveis pela maior parte das decisões de compra e investimento das famílias, as mulheres devem ser o foco prioritário de políticas de educação e conscientização para o desenvolvimento sustentável.
•  A perspectiva de gênero e as medidas para a promoção da participação da mulher em posições de poder devem ser consideradas de forma transversal no desenvolvimento sustentável, perpassando o conjunto das políticas públicas nacionais e iniciativas internacionais. A importância do recorte do gênero para o desenvolvimento sustentável deve ser reconhecida tanto nos espaços urbanos quanto nos rurais, bem como na administração pública e nas atividades produtivas.”
Diante do material de contribuição brasileira, fez-se críticas ao restante do conteúdo, uma vez que ignorou questões como Belo Monte, mudanças do Código Florestal, Reforma Agrária, uso indiscriminado de agrotóxicos. Além de apresentar referências a um crescimento ilimitados, com incentivo ao consumo e ao crescimento econômico.
Também houve uma discussão crítica acerca do Draft Zero (Rascunho Zero) da Rio+20, que se intitula “ O futuro que queremos”(quem queremos?), no qual propõe 10 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sendo que um deles é “Gênero e empoderamento das mulheres”. Destaca-se em tal ponto: A igualdade de gênero
1. Reconhecemos que o desenvolvimento sustentável está ligado e depende das contribuições econômicas das mulheres, tanto formal como informal. Observamos com preocupação que persistentes desigualdades sociais e econômicas, continuam a afetar as mulheres e crianças, que compõem a maioria das pessoas que vivem na pobreza.
2. Fazemos um apelo para remover as barreiras que têm impedido as mulheres de serem participantes plenas da economia e desbloquear o seu potencial como motores do desenvolvimento sustentável e priorizar medidas para promover a igualdade de gênero em todas as esferas de nossas sociedades, incluindo a educação, emprego, propriedade dos recursos , acesso à justiça, representaçãopolítica, institucional de tomada de decisão, dando assistência a administração do lar e da comunidade.
3. Apoiamos o trabalho das Mulheres das NaçõesUnidas para alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em todos os aspectos da vida e trazendo uma maior atenção para as ligações entre a igualdade de gênero e a promoção do desenvolvimento sustentável.”
Quanto ao processo oficial fez-se críticas aos formato do “Major Groups” no qual envolve a sociedade civil (mulheres, jovens, indígenas…) incluindo o setor industrial/empresarial. Tal situação inclui com desigualdade, uma vez que o poder econômico tem maior capacidade de articulação e interferências nos processos oficiais da ONU e dentro das delegações nacionais.
Também criticou-se a visão utilitarista sobre as mulheres, como protagonistas do desenvolvimento sustentável, uma vez que parece retirar a responsabilidade compartilhada de homens e mulheres frente a tal processo, remetendo as mulheres tal tarefa. As responsabilidades são comuns, porém diferenciadas.
Além disso, abordamos, de forma crítica a proposta de Economia Verde, uma vez que trata de um processo de reciclagem do Capital especulativo e degradador ambiental, uma vez que busca traçar um plano de negócios visando financeirizar e mercantilizar a natureza. Processo que apresenta uma série da falas soluções (ex: geo-engenharia, pagamento serviços ambientais). Além disso é na escassez que o sistema capitalista acumula e extrai mais, assim num ambiente de escassez ganha-se mais, logo se tiver água em abundância não tem porque cobrá-la, mas num ambiente de escassez…Assim o sistema mantem a mesma lógica de dominação da natureza, buscando soluções dentro do sistema que ajudou a criar e agravar os problemas.
Diante de tais problemáticas falou-se sobre a Cúpula dos Povos, espaço paralelo a Rio+20, promovido pela/para a sociedade civil para ser o contraponto ao processo oficial.
A Cúpula é um amplo espaço construído desde a sociedade civil global para propor uma nova forma de vida no planeta em solidariedade, contra a mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns.
Dentro da Cúpula, junto a outros movimentos sociais que compartilham a visão anti-capitalista, anti-patriarcal e anti-racista, a MMM, estará colocando ênfase na Assembleia Permanente dos Povos (APP), que será espaço onde, através dos depoimentos e análises, dos intercâmbios e da solidariedade, da mobilização e das ações concretas, teremos o desafio de fortalecer as lutas presentes e convocar a novas ações e iniciativas, geradoras de novas plataformas de unidade. A APP se organizará ao redor de três eixos:
As causas estruturais da atual crise de civilização, a partir de exemplos concretos como das crises energética, financeira, alimentar e ambiental, e denúncia das falsas soluções apresentadas pelo mercado.
-A reafirmação das práticas de resistência, os novos paradigmas e alternativas construídas pelos povos;
-A agenda política de lutas para o próximo período.
Um grupo de trabalho de Metodologia está discutindo a melhor forma de organizar este processo de convergências para a Assembléia dos Povos, para visibilizar e fazer valer nossos novos paradigmas.
Durante a Cúpula dos Povos, planejamos ter os seguintes espaços:
1. Alojamento da MMM para 1.000 mulheres: este será um espaço de alojamento, organização e intercâmbio, para MMM nacional e de outros países. Nós do RS temos uma tarefa de organizar um ônibus de mulheres.
2. Participação nos espaços da Cúpula: organizamos nossas atividades de forma a potencializar a construção das plenárias de convergências e da assembleia dos povos, garantindo que a perspectiva feminista seja parte destes processos.
3. Mobilizações: Com os movimentos sociais aliados, planejamos ter muita ação nas ruas durante os dias da Cúpula. Estamos em processo de trabalho para visibilizar a agenda feminista nessas mobilizações.
No dia 18 de junho, faremos uma mobilização das mulheres, organizada com o conjunto de movimentos de mulheres do Brasil e com mulheres de movimentos mistos aliados à MMM. Nesta mobilização, queremos expressar um forte posicionamento feminista contra o capitalismo verde.
Além disso, no durante a Rio + 20 prepara-se para o20 de Junho uma mobilização com forte presença nacional e internacional.
5 de Junho: dia de mobilização internacional
Nacionalmente está sendo construída propostas de ação e também localmente, na última assembleia dos Movimentos Sociais para a Cúpula dos Povos tirou-se como indicativo organizar uma intervenção de forma coletiva.
Também em Porto Alegre, anualmente a MMM-RS envolve-se na Festa da Biodiversidade, que em 2012 ocorrerá no dia 24/05 no Largo Glênio Peres. Tal dia será também de mobilização e articulação local.

Dia da família na Escola Eva Karnal

Nós da Marcha, participamos junto a equipe diretiva e conselho escolar, da organização do dia da família na escola.

Colocamos a importancia de chamar atenção dos alunos e comunidade escolar sobre a familia, como estão constituidas.

Participamos com o projeto  Amigas da Terra, a horta da escola que e cultivada pelas mães de alunos, elas venderam verduras como cove, alface, tempero verde, chicoria e radite, chuchu. alimentos livre de qualquer tipo de veneno, totalmente organicos.

Contribuimos com as salas temáticas: combate a violência contra as mulheres e diversidade

 

Pate papo diversidade na escola

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dia nacional de combate a homo, trans e lesbofobia

O Coletivo Feminista Vânia Araujo Machado- núcleo da Marcha Mundial das Mulheres em parceria com a Escola Eva Karnal, organizaram um pate papo com alunos de sétimo e oitavo anos, sobre diversidade.

A ONG Da Diversidade representada pelo presidente Antonio Oleques e Jauri Machado, a diretora da escola Margo, Silvia Hesller presidente do Conselho de Educação, Professor de filosofia Marcos, Leo Dahmer camara de vereadore e Janaina Santos Marcha Mundial das Mulheres.

O pate pato chamou atenção dos alunos quando falamos de sexualidade, o quanto a homossexualidade e reprimida principalmente enquanto adolescentes em construção, falou Jauri, ainda mais na escola entre colegas de classe, o quanto sofrem chacotas e piadas e o quanto é dificil nesta sociedade concervadora e machista, ..escutar como por exemplo porque você escolheu ser assim? não é uma escolha, assim como ser hetero não é escolha….nascemos homossexuais. Isso não faz de nós pessoas inferiores, somos profissionais, temos famílias, amigos.

Antonio Oleques trouxe sua experiência pessoal, relatou que ja foi casado, tem filhos, porem a felicidade completa veio quando assumiu a homossexualidade, que não alterou a sua relação com a filha, e sim fortaleceu.

Algumas leis foram lembradas pelo Jauri, como o dia de Luta contras homofobia, e a carteira de identidade social.

Janaina da Marcha Mundial das Mulheres destacou o conceito de família, que leva ao modelo hetero como por exemplo: pai mãe e filho, familia é eu e minha filha por exemplo, duas mulheres e um filho, dois pais e a criança, os avós e a criança, milhares de familias são constituidas assim, e vivem feliz.

Nós da Marcha temos a participação da LBL militantes lesbicas feministas, que lutam contra a lesbofobia, o quanto sofrem , por serem agredidas por serem homosessexuais e MULHERES.

Machistas admitem, como fetiche, o sexo entre duas mulheres; isso alimentaria suas fantasias pessoais e serviria para o SEU prazer, para o prazer masculino.
Admitir, no entanto, que duas mulheres se relacionam afetiva ou sexualmente pelo próprio prazer, aí é inconcebível.
Assim, ao admitirmos a existencia da violencia sexista nos crimes que violam os direitos das mulheres bissexuais e lésbicas, nos colocamos ao lado de todas as demais mulheres, oprimidas, na origem, por questão de genero e, no nosso caso, por exercerem a sexuallidade feminina de forma livre e autonoma.
Não se trata de isolar os homens ou de odiá-los. Trata-se de uma condição e de uma opção por outras formas de vivenciarmos a sexualidade feminina.
Neste dia de combate a homo, trans e lesbofobia, reafirmamos nosso compromisso com a liberdade e a autonomia de todas as mulheres e meninas.
Liga Brasileira de Lésbicas

 

 

Dia da família na escola