1º Feijoada do Coletivo Feminista Vânia

Como todas sabem nos dias 16 e 17 de Agosto estara acontecendo em Brasília a Marcha das Margaridas, por isso realizamos ontem dia 29/07 uma feijoada para arrecar fundos para subsidiar as refeições durante a viagem de onibus da delegação de mulheres da Marcha Mudial de Mulheres núcleo de Esteio que irão marchar nestes dois dias.

 A feijoada foi um sucesso mesmo com muita chuva as pessoas convidadas foram solidarias ao proposito da atividade. No decorrer da noite foi sorteado livros do Escritor esteiense Jauri Machado, diversos brindes e contamos com o brecho do coleitov e uma bela exposição de fotos das militantes da Marcha. Apresentamos o video  da chamada da Marcha das Margaridas 2011.

trabalhadoras rurais que neste ano vai tomar as ruas de Brasilia. Esta Marcha é uma homenagem a líder sindical Margarida Alves, que foi assassinada em 1983 por defender os direitos das trabalhadoras rurais.

 

 

 

 

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Jornada de Formação II

sábado lilás (jornada de formação feminista II)

 
por Nanda Barreto

 
após semanas de chuva, o último sábado amanheceu ensolarado no rio grande do sul. em porto alegre, um grupo de feministas aproveitou a trégua do inverno para reforçar o papel das mulheres na luta por um mundo melhor. aproximadamente 20 ativistas participaram de uma atividade de formação promovida pela marcha mundial de mulheres-rs.
na pauta do encontro estiveram temas como lesbianidade, a marcha das margaridas, o evento rio + 20 e a organização dos movimentos populares para minimizar os prejuízos sociais da copa mundial de 2014. as militantes vieram de diferentes cidades da região metropolitana e saíram do evento com a mala cheia de informações. de volta para casa, a tarefa agora é compartilhar a experiência com outras mulheres.
o trabalho é de cigarra, com mil bocas no trombone, mas também é de formiguinha, com um pé atrás do outro: como é sabido, seguiremos em marcha até que todas sejamos livres =)
 
 

1º Noite da Feijoada

O Coletivo Feminista Vânia Araujo Machado está organizando a primeira noite da feijoada. No dia 29de Julho apartir das  20hs na Associação do Bairro Sto Inacio: Rua: Henrique de Paula / Esteio.

 Teremos sorteio, brecho e apresentação das companheiras que estarão indo para a Marcha das Margaridas em Agosto.

O dinheiro arrecadado será para ajudar na alimentação das companheiras durante a viagem.

Temos ingresso a R$ 10,00

Formação Feminista

Formação Feminista será dia 23 de julho em Porto Alegre

Esta atividade é destinada a todas as militantes feministas da Marcha Mundial de Mulheres do RS, que já passaram por processos de formação em seu núcleo da MMM, e principalmente para as militantes que são as lideranças feministas em seus municípios. Nesta tarde de formação iremos trabalhar aquela ideia das metodologias para a formação e aprofundar mais alguns temas para nossa ação feminista, pensando a agenda e desafios para o próximo período.

 Vamos levar os seguintes temas para debatermos:

– Lesbianidade e feminismo

Marcha das Margaridas

– Rio + 20 – Copa de 2014

Levaremos material para contribuir com os debates, de acordo com as deliberações de nossa plenária, do dia 17 de abril de 2011.

Confirmações podem ser encaminhadas pela lista da MMM-RS ou pelo email: mmm_rs2004@yahoo.com.br http://mmm-rs.blogspot.com/

Plataforma da Marcha das Margaridas

 

 

Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade

A MARCHA DAS MARGARIDAS é uma ação estratégica das mulheres trabalhadoras para garantir visibilidade, reconhecimento e ampliar as conquistas das mulheres do campo e da floresta. Integra a agenda permanente do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – MSTTR e de movimentos feministas e de mulheres.

Trata-se de um amplo processo de mobilização realizado em todos os estados do país, promovido pelo Movimento Sindical das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais representado pela CONTAG – Confederação dos Trabalhadores na Agricultura; FETAG’s – Federações de Trabalhadores na Agricultura e STTR’s – Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em parceria com um conjunto de movimentos e organizações:

CNS – Conselho Nacional das Populações ExtrativistasMMTR-NE – Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais do NordesteMIQCB – Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco BabaçuMAMA – Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia-Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB-Marcha Mundial das Mulheres-União Brasileira de Mulheres – UBM-Central Única dos Trabalhadores – CUT-Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB-REDE LAC – Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe-COPROFAM – Coordenadora de Organizações de Produtores Familiares do Mercosul.

 Com o lema “Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade” a Marcha das Margaridas, parte da constatação de que a pobreza, desigualdade, opressão e violência predominam entre as trabalhadoras do campo e da floresta, e constrói sua plataforma política organizada em 07 Eixos:

I – Biodiversidade e Democratização dos Recursos Naturais

II – Terra, Água e Agroecologia

III – Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

IV – Autonomia Econômica, Trabalho e Renda

V – Educação Não Sexista, Sexualidade e Violência

VI – Saúde e Direitos Reprodutivos

VII – Democracia, Poder e Participação Política.

Com este posicionamento, ancorado num amplo processo de mobilização e debate em todas as regiões do país, a Marcha das Margaridas, em sua 4ª edição, revela sua abrangência política, de caráter feminista, ao abraçar os desafios que a conjuntura atual apresenta para todas as mulheres trabalhadoras do Brasil, especialmente do campo e da floresta.

A pauta, ora apresentada ao Governo Federal é a expressão desse processo e integra um conjunto de proposições, de ações e medidas estruturantes na expectativa de que sejam devidamente tratados e atendidos, num processo de diálogo permanente com as mulheres trabalhadoras do campo e da floresta.

Nota de Repúdio ao parecer do Conselho Nacional de Educação sobre as creches

Nota de Repúdio ao parecer do Conselho Nacional de Educação sobre as creches.

Na última quinta-feira, 7 de julho, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um parecer que orienta que as creches de todo o Brasil devem fechar durante as férias. Nós, da Marcha Mundial das Mulheres , vimos a público repudiar este parecer, que vai na contramão das políticas públicas que contribuem para a autonomia econômica das mulheres. A maior parte das mulheres que tem crianças em creches são aquelas que estão no mercado de trabalho em condições precárias e que sequer tem garantido o direito de férias. O fechamento coletivo das creches prejudica uma parcela importante de mulheres e crianças que não têm condições de programar férias em período escolar. As férias das crianças em creches têm que estar de acordo com as férias de pais e mães. Defendemos que seja garantido o direito de férias das trabalhadoras das creches com a contratação de professoras substitutas ou outras formas que não o fechamento para férias coletivas. Contudo, este direito não pode ser garantido em detrimento do direito das mulheres e crianças que dependem das creches, mas sim do poder publico que deve encontrar uma solução que garanta o direito das trabalhadoras e das usuárias. A falta de creches prejudica muito o direito das mulheres ao trabalho. São elas que deixam seus empregos por não terem com quem deixar as crianças, que pagam com seus baixos salários uma escola particular ou outra mulher para cuidar dos filhos, ou ainda ficam dependendo de favores de parentes. Soluções individuais, as quais somos contra, uma vez que garantir creches públicas para todas as crianças é um dever do Estado. O acesso às creches é um direito das mulheres que possibilita maior autonomia econômica e reconhecimento de seu direito ao trabalho. Defendemos que os cuidados com as crianças sejam compartilhados entre homens e mulheres, e também com a sociedade, a partir de políticas públicas que implementem serviços de cuidados gratuitos e de qualidade em horários integrais e contínuos. Exigimos do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que esse parecer não seja homologado e que a promessa da presidenta Dilma Rouseff, de construir 6.000 creches e pré-escolas no país até 2014, efetive-se! Creche para as crianças, autonomia para as mulheres já!

Marcha Mundial das Mulheres

Dia Nacional de Mobilização na luta por Educação,alimento e trabalho, 06 de Julho.

 No dia 6 de julho, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), em parceria com a Marcha Mundial das Mulheres, MST, FUP, CMP e outras entidades da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), realizará um Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Classe Trabalhadora, por educação, alimento e trabalho decente. A Marcha Mundial das Mulheres se somará às reivindicações colocadas pelo Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Classe Trabalhadora na luta por trabalho decente, educação, defesa das reformas agrária, política e tributária, e pela transformação das condições de vida de mulheres e homens brasileiros, participando de todas as mobilizações que acontecerão por todo o país.

 Para nós da MMM, reivindicar educação, alimento e trabalho decente tem absolutamente a ver com a luta das mulheres. No que tange a educação é fundamental defender a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), com destinação de 10% do PIB para a educação. Defendemos a ampliação do oferecimento de vagas em creches e escolas de educação infantil de qualidade, gratuitas e em tempo integral, fundamentais para a autonomia econômica das mulheres. Defendemos também um modelo de educação que leve em consideração recortes de gênero e de raça, garantindo educação não sexista e antiracista.

 Continuamos a afirmar nossa defesa da reforma agrária, aprovação da PEC do trabalho escravo, e do limite de propriedade da terra para diminuir a enorme concentração existente, além da mudança do modelo agrário, com a ampliação dos recursos e de políticas publicas para a agricultura familiar, responsável por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos(as) brasileiros(as); e da luta contra os agrotóxicos e os especuladores do agronegócio. Seguiremos lutando por uma reforma política que amplie os canais democracia direta, fortaleça a democracia representativa e institua elementos como a lista fechada e a paridade de gênero, garantindo às mulheres mais possibilidades de participação política. E por uma reforma tributária que seja progressiva com base na renda e no patrimônio. Procure a CUT, o MST, a FUP, a CMP e o Comitê Estadual da Marcha Mundial das Mulheres e engaje-se nesta importante mobilização.