Marcha das Margaridas

Lançamento Oficial no RS da Marcha das Margaridas, dia 26 de maio, no auditório da CUT a partir das 9horas às 13h.

Veja a chamada geral da Marcha das Margaridas:

 

http://www.youtube.com/watch?v=OBlHJ-uRKAQ

 


 

 

Quem foi Margarida Alves?

A marcha das mulheres trabalhadoras rurais recebeu o nome de MARCHA DAS MARGARIDAS em homenagem à ex-líder sindical, Margarida Maria Alves. Ela foi assassinada em 1983, na porta de sua casa, por latifundiários do Grupo Várzea, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba.

Margarida Maria Alves era Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, e fundadora do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. Ela obteve grande destaque na região por incentivar os trabalhadores rurais a buscarem na Justiça a garantia dos seus direitos protegidos pela legislação trabalhista. Promovia campanhas de conscientização com grande repercussão junto aos trabalhadores rurais que, assistidos pelo Sindicato, moviam ações na Justiça do Trabalho, para o cumprimento dos direitos trabalhistas, como carteira de trabalho assinada, 13º salário e férias.

Exemplo de luta e coragem
À época do assassinato de Margarida Alves, foram movidas 73 reclamações trabalhistas contra engenhos e a Usina Tanques. Um fato inusitado, em função da então incipiente democracia brasileira, e que gerou grande repercussão. Em conseqüência disso, Margarida Alves passou a receber diversas ameaças. Eram “recomendações” para que ela parasse de criar “caso” e deixasse de atuar no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

A despeito disso, Margarida Alves não escondia que recebia outras ameaças. Pelo contrário, tornava-as públicas, fazendo questão de respondê-las. Um dia antes de morrer, Margarida Alves participou de um evento público, no qual falou dos recados que vinha recebendo. Em seu último discurso, registrado em fita cassete, Margarida denunciou as ameaças que vinha sofrendo e disse que preferiria morrer lutando a morrer de fome.

Margarida se tornou um símbolo de força, de garra, de coragem, de resistência e luta. Um exemplo e um estímulo com grande força mobilizadora. Cada mulher trabalhadora rural se inspira em Margarida Alves para 2resistir, lutar contra as formas de discriminação e violência no campo, qualificar, mobilizar e participar das lutas por igualdade de gênero, por justiça e paz no campo.

O espírito de luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais encontrado em Margarida foi o principal motivo de seu assassinato. Margarida não morreu, suas pétalas se espalharam e florescem a cada dia, se multiplicando num imenso jardim.

 

Dia Mundial Contra Homofobia

Estima-se que existem mais de 600 milhões de homossexuais em todos os continentes, cerca de 10% da população mundial. Apesar da Organização Mundial de Saúde e principais associações científicas internacionais garantirem a normalidade da homossexualidade, em mais de 80 países da África, Oriente e América Latina, ainda há leis que perseguem os homossexuais, incluindo prisão perpétua, açoites e pena de morte. Apesar de o Brasil ter descriminalizado a HOMOSSEXUALIDADE desde o fim da Inquisição, em 1821, ainda hoje os homossexuais constituem a minoria social mais discriminada em nossa sociedade, pois não contam com o apoio das Igrejas, sofrem discriminação no exército, no trabalho, nas escolas e sobretudo dentro de casa, onde muitos jovens homossexuais sofrem violência física e são expulsos do lar.
O DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA HOMOFOBIA comemorado oficialmente no dia 17 de maio, tem como objetivo garantir aos homossexuais a cidadania plena, revogando as leis discriminatórias e todas manifestações de intolerância anti-gay. É um grito contra a intolerância, pela igualdade de direitos das minorias sexuais. E, 2007 foram assassinados um total de 122 homossexuais no Brasil, e mais de 50 só em 2008! Absurdo!
Homofobia, conceituada como o ódio irracional contra os homossexuais, se manifesta através do insulto, preconceito, discriminação, violência psicológica e física, chegando até à morte. Mais de cem homossexuais são barbaramente assassinados no Brasil todos os anos, vítimas desta intolerância. O Brasil é o campeão mundial de homicídios contra gays, seguido do México e Estados Unidos.
Segundo Marcelo Cerqueira, Presidente do GGB, “HOMOFOBIA é uma espécie de racismo sexual baseada na ignorância e na intolerância machista que só considera normal a heterossexualidade, desprezando e discriminando As Lésbicas, Gays,Travestis e Transexuais. Todo homófobo tem problemas sexuais: alguns matam para provar que são machos de verdade!” Como o racismo, a homofobia é considerada crime nos países mais civilizados do mundo, assim como nas principais capitais brasileiras, incluindo mais de 80 municípios e quatro Estados. 17 de Maio DIA MUNDIAL CONTRA A HOMOFOBIA.

A Reforma Política e Juventude

Por Carla Bezerra e Gabriel Medina

A Reforma Política está novamente na agenda do dia, e dentro de um cenário mais favorável para a aprovação de medidas progressistas. Para nós, movimentos sociais e partidos políticos do campo democrático e popular, a defesa dessa reforma tem como sentido ampliar a participação e a democracia. Alterar o sistema político deve representar também acelerar as mudanças que hoje ocorrem no Brasil. Mais acesso à direitos básicos deve andar casado com mais poder e participação do povo.
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Mulheres, participação e reforma politica

 A reivindicação da participação política é uma das lutas fundantes do movimento de mulheres. O feminismo compreendido como uma luta social, como uma ideologia e prática da luta pela libertação das mulheres, tem a sua origem no período da Revolução Francesa, quando pela primeira vez as mulheres se organizaram de forma coletiva para reivindicar o reconhecimento da sua cidadania, inscrevendo-se na história política do Ocidente como sujeito político. Mas, como toda história regida por relações sociais de opressão, vários dos seus momentos fundamentais são marcados pela derrota. Ou, em uma avaliação mais dialética, e talvez menos influenciada pelos tempos bicudos da nossa atualidade, são momentos marcados pela contradição. A contradição entre a proposta de uma cidadania universal e a exclusão por relações de classe, de sexo e de raça. Essa exclusão foi muito evidente quando se discutiram direitos formais como o direito de voto, como outros direitos instituídos a partir da legislação. Mas é muito menos perceptível ou admitida quando se tratam de direitos reais, que vão além da simples igualdade formal, jurídica. A discussão de “direitos reais”, como uma fórmula para simplificar esta contradição entre o que se inscreve na lei e o que nós não temos na prática, nos remete diretamente a várias questões, na esfera da participação política, entre as quais é central mencionarmos pelo menos as seguintes: – a igualdade efetiva entre mulheres e homens está relacionada à igualdade nos mais diversos âmbitos das relações sociais. Não se trata de uma igualdade formal, mas de conseguir que essa igualdade signifique não apenas o acesso, mas condições efetivas de participação política. – o questionamento da modalidade atual do poder político, concentrado no Estado ou nas diversas estruturas do Estado, incluindo aí o Legislativo, e a forma de relação do Estado com a sociedade, marcada pelos interesses econômicos dos sujeitos com poder capaz de influir nas decisões das instituições. O feminismo recente, após os anos 1960 e 1970, é reconhecido por alguns pensadores da esquerda como uma das principais forças que modificaram a esquerda a partir dos anos 70. Geoff Eley, em um texto extremamente interessante sobre a construção da democracia, a partir da história da esquerda na Europa(1), afirma que o feminismo foi com certeza o mais importante dos novos movimentos que emergiram naquele período, forçando uma reavaliação completa de tudo que a política engloba. Ele continua o seu raciocínio mostrando que nada enfatiza tão bem as oportunidades perdidas pela esquerda como as dificuldades experimentadas na relação entre o socialismo e o feminismo. Tergiversação permanente, negação explícita de direitos, dificuldade de questionar não apenas o discurso da transformação política, mas a prática cotidiana que se insere na vida privada e no espaço da vida pública. Texto publicado em 2007, no site da Fundação Perseu Abramo, mas se encontro super atual. *Tatau Godinho é Cientista Social.

Você conhece alguma mulher que já fez?

Você sabia que…….

A realização de abortos inseguros representa a terceira causa de morte materna no Brasil e corresponde a 13¨% nas taxas de morte materna no mundo???

As internações no SUS para curetagem (procedimento pós-aborto induzido em condições de risco) são o segundo procedimento mais realizado em obstetricia??

Boa parte das mulheres que realizam abortos são casadas ou têm relações estáveis, têm idade entre 20 e 35 anos e são católicas?(fonte: pesquisa UNB)

Complicações geradas por aborto inseguro são a quinta causa de internação de mulheres nos serviços públicos de saúde? (fonte: Ministério da Saúde)…

A crueldade da Mídia e da Publicidade

Na publicidade a mulher é representada como um  objeto de consumo, que para ter valor tem que seguir um padrão. Assim  manipulando sonhos e desejos e criando falsas necessidades para aumentar o consumo. O corpo das mulheres é usado para divulgar os produtos direcionado ao mercado masculino.

Na televisão nos programas de humor, as mulheres são geralmente bonitas e atraentes, mas apresentadas como burras, desprovidas de idéias. A s feias são sempre chatas e desinteressantes, as vezes dotada de inteligência. Esses estereótipos reforçam a idéia de que são os “dotes fisicos” de uma mulher que realmente importam.

Nesses casos precisamos denunciar qualquer propaganda, em meios de comunicação.

No www.conar.org.br

Conar, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária,  o Conar já instaurou mais de 7 mil processos éticos e promoveu um sem-número de conciliações. Nunca foi desrespeitado pelos veículos de comunicação .