Ação no Bairro

Ação no bairro Santo Inácio

Na próxima quinta-feira dia 21/10/2010 o Coletivo Vânia Araujo vai estar na associação de Moradores do Bairro St° Inácio. Oficina sobre o ciclo de Violência e Lei Maria da Penha.

Janaina Santos

Vanessa  Borges

Coletivo Vânia Araujo

Encerramento da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres: Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres

Após oito meses, a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres está perto de seu encerramento. Marcada para acontecer entre 8 de março e 17 de outubro de 2010, contou com ações nacionais em 52 países, em todas as regiões do mundo. As ações envolveram diretamente mais de 38 mil mulheres, em atividades de diversos formatos que giraram em torno de quatro campos de ação: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos, violência contra as mulheres e paz e desmilitarização. O fechamento da 3ª Ação Internacional acontecerá entre os dias 13 e 17/10, em Bukavu, na República Democrática do Congo, e contará com a participação de mais de mil mulheres, vindas de 40 países. Na programação, estão troca de experiências com as mulheres da região dos Grandes Lagos Africanos, além de atividades culturais como danças e apresentações de teatro cujos temas serão violência e pobreza. As participantes também viajarão para a cidade de Mwenga, com o objetivo de inaugurar um memorial em homenagem a todas as mulheres mártires de guerra e de conflitos locais. Como um símbolo de resistência das mulheres, será plantado um bosque no centro de Bukavu. A ação será encerrada com uma marcha pela paz no dia 17 de outubro, na capital da província de Kivu do Sul. Mulheres de diversos países farão atividades ao redor do dia 17 de outubro, demonstrando sua solidariedade às companheiras que vivem em regiões de conflitos armados e fortalecendo a auto-organização das mulheres, elemento fundamental para a realização de mais uma Ação Internacional da MMM. No Brasil, diversos estados já estão preparando suas atividades, como Amazonas, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. 3ª Ação da MMM no mundo Os principais períodos da 3ª Ação Internacional aconteceram entre 8 e 18 de março e 7 a 17 de outubro. Na primeira etapa, foram realizadas ações em diversos países e regiões. Na África, centenas de companheiras se reuniram no início de março para lançar a 3ª Ação Internacional e celebrar o centenário da declaração do Dia Internacional das Mulheres, organizado em 14 países do continente. Foram realizadas marchas, mesas de debate, eventos e bate-papos, atividades culturais, e seminários de formação na Argélia, Benin, Burkina Faso, Camarões, República Central Africana, República Democrática do Congo, Quênia (apesar da principal manifestação do 8 de março em Nairóbi ter sido proibida pela polícia), Mali, Marrocos, Moçambique, África do Sul, Sudão, Saara Ocidental e Zimbábue. Nas Américas, militantes da MMM de 18 países organizaram ou participaram das manifestações e atividades durante o Dia Internacional das Mulheres, no dia 8 de março ou em torno dessa data. Na Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Martinica, México, Peru, Venezuela, Canadá, Paraguai e nos Estados Unidos, ativistas feministas vinculadas à MMM aproveitaram ao máximo o lançamento da Ação Internacional para compartilhar sua visão de mundo feminista. No Haiti e em Honduras, as mulheres da MMM estiveram presentes em manifestações e atividades junto a outras mulheres, resistindo ao golpe de Estado em Honduras e lembrando as companheiras Magalie Marcelin, Myriam Merlet e Anne Marie Coriolan no Haiti. Na Ásia e Oceania, foram realizadas manifestações nacionais em Bangladesh, Japão, Nepal, Filipinas, Coréia do Sul, Índia, Paquistão, Sri Lanka e Nova Caledônia. Na Europa, mulheres foram vistas e ouvidas nas ruas da Bélgica, Inglaterra, França, Grécia, Galícia, Suíça, Albânia, País Basco, Portugal, Turquia, Itália e Macedônia. Na segunda etapa, estão sendo realizadas ações de solidariedade às mulheres da República Democrática do Congo em Potosi, na Bolívia; e também na Suiça, França e Galícia. No Quebec, será realizada uma marcha entre os dias 13 e 17 de outubro, marcando sua participação na 3ª Ação Internacional. Durante o ano de 2010, foram organizadas também três ações regionais, com debates e manifestações públicas. Na Ásia, mulheres de 10 países reuniram-se em Manila, nas Filipinas, e se manifestaram contra a intervenção, o controle e a presença militar dos Estados Unidos no Sudeste do continente. Na Europa, mulheres de 23 países se reuniram em Istambul, na Turquia, e proclamaram suas exigências, sob o lema: “Mulheres, Paz, Liberdade”. Nas Américas, a MMM se uniu a diversos movimentos populares e feministas para organizar, entre 16 e 23 de agosto, o Encontro de mulheres e povos das Américas contra a militarização. A ação regional contou com cerca de 2500 participantes, entre mulheres, camponeses, indígenas, jovens, negros, sindicalistas, para discutir uma agenda de luta comum. Entre eles, cem participantes de 18 países, divididos em 13 missões humanitárias por todo o território colombiano, observaram os efeitos da militarização na vida das mulheres colombianas. A Marcha e o Movimento Social de Mulheres contra a Guerra e pela Paz deram início à organização do Encontro. Posteriormente, se somaram a ele outras organizações que também assinaram a convocatória: Via Campesina, Conselho Mundial da Paz, Processos de Comunidades Pretas e Corporação Compromisso e União Sindical Operária, com apoio do movimento Mulheres de Negro de Valência. A atividade contou com três momentos: o primeiro foi de ação humanitária de solidariedade e resistência às regiões colombianas (de 16 a 20 de agosto), seguido por um Fórum de Debates (21 e 22), e no encerramento a Vigília pela Vida (23). 3ª Ação Internacional da MMM no Brasil De 8 a 18 de março, três mil mulheres marcharam entre as cidades de Campinas e São Paulo expressando a força da auto-organização das mulheres em luta contra o capitalismo patriarcal. A diversidade foi uma das principais características da ação no Brasil, que contou com a participação de mulheres negras, indígenas, quilombolas, lésbicas, jovens, urbanas e rurais, além de representantes de movimentos como CUT, Contag, MST, UNE, MAB, MMC, ASA e LBL. A Ação foi construída integralmente pelas mulheres, que se dividiram nas equipes de cozinha, limpeza, infra-estrutura, segurança, comunicação, formação e cultura, saúde, água e creche. Tanto a preparação da Ação como seu desenrolar funcionaram como um grande processo de formação que marcou definitivamente a vida das participantes. A marcha passou por Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Várzea Paulista, Cajamar, Jordanésia, Perus, Osasco e São Paulo. Na abertura, marcando os 100 anos da proposição do Dia Internacional da Mulher, um grande ato público, com 5 mil mulheres, no centro de Campinas deu início à caminhada. No dia seguinte, as mulheres marcharam até Valinhos e começaram a programação de debates, oficinas e demais atividades de formação e culturais, realizadas pelas próprias militantes. No dia 13, outro ato político foi realizado, em Várzea Paulista (13/3), com o lançamento da publicação “As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres” e falas das mulheres de todas as regiões do Brasil. O encerramento da Ação aconteceu no dia 18 de março, na Praça Charles Miller, região central de São Paulo, e foi marcado pela emoção da chegada e confraternização das caminhantes com as mulheres que vieram recebê-las. A plataforma política da Ação de 2010 no Brasil foi construída a partir dos quatro campos de ação propostos internacionalmente pela MMM: autonomia econômica, violência contra a mulher, paz e desmilitarização e bens comuns e serviços públicos. Para cada um deste eixos foram elaboradas denúncias e reivindicações, entre elas a criação de aparelhos públicos que contribuam com a socialização do trabalho doméstico, a não privatização de recursos naturais, a valorização do salário mínimo, o fim de todas as formas de violência contra a mulher, a realização da reforma agrária e a legalização do aborto.

Encontro do Coletivo Vânia Araujo

 Apresentação do curta Raimundo Acorda Raimundo

Quando: 07/10/2010 (1º quinta do mês)

Horário: 19hs

Local: Rua Garibaldi, nº 209 Esteio (Sindiplast)

Logo após: programação dos 16 dias de Ativismo, agenda dos bairros já confirmados e informes gerais.

Abraço Feminista

Coletivo Vânia